Bombeiros resgatam motociclista no Arrudas

Ivan Satuf – Portal Uai
Heidy Barcelos – TV Alterosa
 
Heydi Barcelos/TV Alterosa
Motociclista sofreu ferimentos no tornozelo e deve ser operado
O motociclista Gilberto Gomes dos Santos, de 32 anos, estava a caminho do supermercado quando caiu no Ribeirão Arrudas, no Bairro Vista Alegre, por volta das 21h30 de quarta-feira. Segundo o Tenente Rafael, do Corpo de Bombeiros, o motorista teria perdido o controle da direção.

Gilberto foi retirado do Arrudas consciente, mas não conseguiu explicar por que caiu no ribeirão. A equipe de resgate também não soube informar se ele estava embriagado. O motociclista teve fratura no tornozelo e ferimentos leves, sendo levado para Hospital de Pronto-Socorro João XXIII.

O paciente deve passar por uma cirurgia no tornozelo ainda nesta quinta-feira. Pessoas que presenciaram o acidente disseram que a moto não foi fechada por nenhum outro veículo e no local não existe nenhum bueiro desnivelado.

Heydi Barcelos/TV Alterosa
Fabrício teve que descer ao leito do ribeirão para resgatar a cadela

Cadela salva

Um incidente marcou o resgate de Gilberto Gomes. Muitas pessoas foram para a mureta de proteção do Arrudas para olhar se o motoqueiro estava vivo e Fabrício Siriato dos Santos, de 14 anos, também. Sua cadelinha, Susy, foi pular no colo dele e acabou caindo no Arrudas.

Assim que os bombeiros resgataram o motoqueiro, tiveram muito trabalho para resgatar a cadela, que não deixou ninguém se aproximar. A solução foi levar Fabrício para dentro do Arrudas. Só assim a cadela foi retirada.

BH extrapola número de cesarianas

               

Número de cirurgias na capital é três vezes maior do que o recomendado pela OMS. Grupo BH pelo Parto Normal mobiliza gestantes, enfermeiros e médicos sobre os perigos para saúde.

A quantidade de partos por cesariana em Belo Horizonte é três vezes maior do que preconiza a Organização Mundial de Saúde (OMS). A prática é considerada problema de saúde pública, uma vez que expõe gestantes e recém-nascidos a riscos desnecessários. Somente em 2006, 48,5% dos partos foram cirúrgicos na capital, o que significa que 14,7 mil mulheres foram operadas para dar à luz, segundo a Secretaria Municipal de Saúde (SMSA). Nos hospitais privados, o índice chega a 80% dos nascimentos.

Para esclarecer a população sobre o problema, o grupo BH pelo Parto Normal, formado por 30 entidades, com representantes do poder público, convênios médicos, organizações não-governamentais e universidades, mantém uma agenda de mobilizações para alertar gestantes e profissionais de saúde sobre os perigos relacionados a procedimentos médico-hospitalares que poderiam ser dispensados.

Do total de partos feitos em BH, cerca de 30 mil por ano, 20% deles são em unidades particulares. Em 2006, cerca de 5 mil gestantes que foram atendidas nesses locais fizeram cesárea. Dados preliminares de 2007 mostram que o percentual de operações nos sistemas Único de Saúde (SUS) e privado foi de 47%. “Nossas taxas, tanto no setor privado como no público, estão acima do que é aceitável pela OMS, que é de 15%. A maioria das mulheres ainda não está esclarecida sobre os riscos da cesariana, que é uma cirurgia de médio a grande porte: o médico precisa cortar até sete camadas de pele e gordura para chegar ao bebê. Além das complicações da anestesia, a recuperação é mais lenta”, explica a coordenadora de Atenção à Saúde da Criança e da Comissão Perinatal da SMSA, Sônia Lansky.

A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) participa do grupo BH pelo Parto Normal e encomendou uma pesquisa à Escola Nacional de Saúde Pública (ENSP) sobre o problema. O estudo teve início no Rio de Janeiro e teve a participação de duas maternidades privadas. A pesquisa deve ser feita na capital mineira, mas ainda não há parceiros em hospitais particulares de Belo Horizonte.

O levantamento da ENSP foi feito com 350 mães de recém-nascidos durante a internação. No início da gestação, 30% das mulheres desejavam cesariana, e, ao fim dos nove meses, o índice subiu para 70%. Apenas 10% das mulheres deram à luz por parto normal e 90% das cesáreas ocorreram antes do trabalho de parto. Segundo Sônia, as maternidades da capital que mantêm taxas aceitáveis são a Sofia Feldman, que é referência para casos de alto risco, com 23% de cesarianas, e o serviço prestado no Hospital Universitário Risoleta Tolentino Neves, com 14% de partos operatórios.

A Santa Casa acompanha a média dos hospitais públicos, com 35% de partos cirúrgicos. A manicure Leriane Pereira da Silva teve um parto natural no hospital, esta semana. Chegou com contrações e depois de andar por horas pelos corredores, para aumentar a dilatação, foi ligada ao soro. Em seguida, a criança começou a nascer, sem anestesia. “Me disseram que a cesariana é horrível. Tive uma gravidez tranqüila e o parto foi muito rápido. Já estou recuperada e pronta para cuidar da minha filha.”

Vontade da mulher

A Maternidade Otaviano Neves, na região hospitalar, acompanha os índices dos serviços privados. Segundo o diretor clínico da maternidade, João Anderson Nunes, 80% dos partos são cesarianas porque a maioria das mulheres já chega à unidade pedindo o procedimento. “Estamos tentando diminuir a taxa, mas precisamos respeitar a vontade da mulher. Obrigar a gestante a fazer parto normal, em alguns casos, é desumano, mas o excesso de cesariana é problemático”, reconhece. A estudante Daniela Maria Andrade, de 23, deu à luz Nathalye Vitória Andrade, há dois dias, por cesariana. “Entrei em trabalho de parto, tive contrações, a bolsa estourou, mas não tive dilatação. Sofri com as dores do parto normal e ainda tive que ser operada. Fiquei decepcionada, mas o mais importante é que minha filha está com saúde.” 
 

PBH não admite aliviar regras para outdoors

Prefeitura não cede à manobra de vereador que abre espaço para painéis de publicidade e bancada do governo na Câmara estuda forma de voltar com projeto contra placas irregulares
Fábio Fabrini – Estado de Minas
Marcelo Sant’Anna EM -6/7/07
Grandes estruturas que encobriam paisagens em regiões nobres de BH foram retiradas por servidores municipais

Prefeitura de Belo Horizonte (PBH) pretende encaminhar mais um projeto de lei (PL) à Câmara Municipal para limitar a afixação de outdoors e outros painéis de publicidade nas ruas e avenidas da capital. Em reunião de bancada, segunda-feira, os oito vereadores petistas vão definir estratégia para levar a tramitação do texto adiante e evitar que outra manobra trave o processo. Mas a líder de governo na Câmara, Neusinha Santos (PT), reconhece que a tarefa é difícil e dependerá de acordo com Wagner Messias (DEM), o Preto, que suspendeu as discussões graças a uma sucessão de requerimentos, acatados pelo presidente da Casa, Totó Teixeira (PR). “Estamos numa sinuca”, afirma.

Conforme o Estado de Minas mostrou terça-feira, Preto usou o Regimento Interno da Câmara para travar o Projeto de Lei 1.416/07, enviado pelo Executivo, que proíbe a instalação de outdoors na área central, entre outras restrições. A regra prevê que proposta semelhante ou idêntica a outra, previamente apresentada, pode ser anexada à antecessora, ficando prejudicada. O objetivo é evitar que sugestões parecidas tramitem juntas, sobrecarregando o Legislativo. O parlamentar conseguiu apensar o texto da prefeitura ao PL 417/05, de sua autoria, e, em seguida, suspendeu sua tramitação. Somente ele pode pôr a proposta de novo em discussão. A manobra favoreceu empresas de publicidade, que temiam a aprovação das normas sugeridas pela PBH e a retirada das placas.

Antes do encontro de segunda-feira, a bancada deve consultar a área técnica da Câmara sobre a possibilidade de mudar a situação. Mas o diretor da Diretoria do Legislativo, Luiz Fernando Reis, confirma que o futuro do projeto está nas mãos do vereador. Se a prefeitura apresentar outra proposta, ele tem o direito de requerer a anexação novamente. Na prática, só pode tramitar, sem risco de interferências, o PL protocolado por Preto. Uma solução seria aprovar emenda ao texto dele, mas, para isso, será necessário convencê-lo a recolocar a sugestão em tramitação.

A líder de governo afirma que o problema será levado ao prefeito Fernando Pimentel, mas adianta que ele não aceita suavizar os pontos mais importantes do projeto. Além de proibir outdoors no perímetro da Avenida do Contorno, o texto limita as empenas – placas afixadas na fachada cega (sem janelas) dos prédios – a uma por face de quarteirão. Fora dessa área, a publicidade só pode ser instalada em grandes corredores. As empenas são liberadas, mas, no caso dos outdoors, o máximo é de um por face de quadra. “Vamos procurar o diálogo com o vereador, mas a posição do prefeito é de não ceder. Talvez haja espaço para flexibilizar uma ou outra regra secundária. As principais, não”, adianta Neusinha.

O projeto apresentado por Preto é muito distinto do da prefeitura. Enquanto um restringe a publicidade, o outro faz concessões na maioria dos artigos. Um deles permite a afixação de faixas e estandartes em locais públicos, com mensagens do Legislativo, sem a necessidade de aviso prévio à prefeitura. Outro autoriza a instalação de peças em canteiros e praças, para divulgação do Programa Adote o Verde, mas sem respeitar padrões definidos pela administração municipal. O texto também classifica como engenho de publicidade os back lights e front lights, tipos de painéis que, em geral, poluem mais.

O diretor do Legislativo diz que, apesar das diferenças, o regimento autoriza a anexação. “Ela é possível quando os artigos são idênticos ou apenas quando os textos alteram, de forma distinta, os mesmos dispositivos da lei”, esclarece. Travar projetos por meio da anexação é uma malandragem antiga, que, volta e meia, é usada por algum vereador. “Já vi casos de o parlamentar chegar de madrugada, no início da legislatura, somente para apresentar primeiro textos estratégicos e usá-los como moeda de troca durante o mandato”, conta fonte ligada ao governo, que não quis se identificar.

O líder do PPS na Câmara, Ronaldo Gontijo, diz que mudanças no regimento já foram discutidas, mas lamenta não terem avançado. “A regra só deveria valer para projetos idênticos. Do jeito como funciona, uma pessoa é privilegiada em detrimento das demais”, reclama, acrescentando que o episódio é ruim para Belo Horizonte: “A capital está muito poluída (visualmente) e depende da Casa dar outros rumos à questão. O que ele (Preto) fez foi regimental, mas a cidade fica prejudicada”.

Justificativa

Em nota enviada por e-mail, no início da noite, o vereador Preto deu a sua versão: “O PL 1.416/07 de autoria do Executivo, anexado ao PL 417/05 de minha autoria, não está arquivado, e sim, suspenso de tramitação. Tal suspensão se dá em razão da gama de projetos em pauta, impossibilitando o aprofundamento da discussão. Informo ainda que, o projeto da prefeitura chegou à Câmara em Junho de 2007, e até então, a mesma nunca manifestou a intenção de discuti-lo em audiências públicas ou atos similares, e de tão-pouco utilizar da prerrogativa do artigo 94 da Lei Orgânica do Município, colocando-o em pauta para a votação, como fora feito com os projetos da Nova Rodoviária e o do Mercado Distrital do Cruzeiro”.

E acrescentou: Para além disso, afirmo que a Lei 8.616/03, que contém o Código de Posturas, se cumprida, retirará imediatamente das ruas e avenidas da capital mais de 80% das publicidades irregulares, como outdoors, front-light, empenas, painéis, faixas etc. Afirmo ainda que, seguindo a dinâmica do processo legislativo da Casa, dentro em breve o projeto será amplamente debatido pelas comissões temáticas da Câmara e em audiências públicas. E na íntegra, o colocarei para apreciação e votação em plenário. Cumpre dizer que, a lei existente é eficaz se cumprida, o que atualmente não ocorre pelos órgãos de fiscalização da prefeitura”.

BH debate novas regras para catadores de material reciclável

Começa discussão dos critérios de circulação para quem cata material reciclável no Centro, como horários, respeito ao tráfego, leis de posturas e condições de trabalho

Glória Tupinambás – Estado de Minas
Jackson Romanelli/Especial EM
No debate, prefeitura vai apresentar perfil das cerca de 500 pessoas que vivem de papel, papelão e outros produtos reaproveitáveis

Belo Horizonte começa a discutir, nesta terça-feira, novas regras para a circulação de catadores de materiais recicláveis na Região Central. Os impactos da atividade no trânsito da capital serão o foco do debate, que vai analisar a possibilidade de mudança no horário de coleta, alterações no modelo dos carrinhos usados para o transporte de papel, papelão e outros produtos reaproveitáveis, a necessidade de respeito às leis de trânsito e ao Código de Posturas e as condições de trabalho da categoria. Durante a reunião, marcada para as 14h, no auditório do Terminal Rodoviário, a prefeitura vai apresentar um levantamento sobre o perfil dos cerca de 500 catadores que atuam na cidade.

O estudo, que traça um diagnóstico da situação dessas pessoas, foi feito pela BHTrans e pela Secretaria Municipal de Administração da Regional Centro-Sul, em 2005, e aponta que 78% dos catadores são do sexo masculino. Grande parte deles (22%) tem idade entre 41 e 50 anos, 12,5% deles têm entre 51 e 60 anos e 4% têm mais de 61 anos. Eles puxam nos carrinhos, em cada viagem pelas ruas e avenidas da cidade, uma média de 500kg a 700kg de materiais recicláveis.

A pesquisa ainda mostra que 76,6% deles têm dependentes na família, sendo que 43,4% têm até três filhos, 19,6% são pais de quatro a seis filhos, e 6,6% têm mais de sete filhos. A maioria dos catadores – 83,7% – já freqüentou a escola, sendo que 75,5% sabem ler e escrever com fluência. Com relação à raça, o diagnóstico indica que 55% são pardos, 29% negros e 12% brancos, sendo o restante não identificado.

A discussão, que deve reunir representantes da prefeitura, das associações de catadores e dos donos de depósitos de material, faz parte do Fórum de Mobilidade Urbana da Área Central de BH, que propõe medidas para desafogar o trânsito na região. “Hoje, assistimos a uma série de irregularidades cometidas pelos catadores, como transitar na contramão de direção, na faixa da esquerda e em horários de pico, fazer conversões proibidas e usar carrinhos sem padronização. Há também muitos idosos trabalhando nas ruas e crianças nos depósitos, o que é inaceitável. Nosso objetivo é abrir a discussão sobre esses problemas com a comunidade”, disse o assessor da presidência da BHTrans, Francisco Maciel.

Entre as sugestões que serão propostas pela empresa, estão a criação de roteiros onde a coleta e circulação serão permitidas em horários predeterminados e a padronização das medidas de largura, altura e capacidade de carga dos carrinhos. “Queremos buscar uma melhor relação dos catadores com o ambiente urbano, pois o trabalho deles é fundamental para a geração de renda e o reaproveitamento de materiais, que iriam para o aterro sanitário. Discussões semelhantes foram feitas para restringir as operações de carga e descarga no Hipercentro e para mudar a localização do terminal rodoviário, medidas que também são importantes para definirmos o futuro do trânsito na região”, acrescentou Maciel.

Equipamento nacional pode baratear tratamento

      

Maurício Macedo

O alto custo do tratamento de câncer é um dos maiores empecilhos para ampliar o combate à doença, que causa um grande número de mortes no Brasil. Mas algumas ações têm buscado baratear o custo, trocando equipamentos importados por similares nacionais.
Uma delas é a criação de um novo imobilizador para radioterapia e diagnóstico por imagem, construído em poliestireno de alto impacto por Luciano Pighinelli, engenheiro de plásticos. Enquanto o produto feito no exterior com fibra de carbono é vendido entre US$ 4 mil e US$ 6 mil, o modelo feito na Ulbra de Canoas tem um custo de produção de apenas US$ 100. “A redução no preço poderá contribuir para socializar o tratamento para os doentes que recorrem ao Sistema Único de Saúde (SUS)”, destacou.
O equipamento, usado para imobilizar o paciente, serve para que o feixe com alta concentração de raios-x incida somente na região a ser tratada. No caso, o invento de Pighinelli é usado para radioterapia em tumores da região do tronco, por exemplo, o câncer de mama, considerado a principal causa de morte pela doença entre as mulheres gaúchas. “A falta de uma imobilização apropriada pode acabar comprometendo o tratamento, inclusive causando graves lesões em outras regiões do corpo”, explicou.
A radioterapeuta Rosemarie Stauchmidt concorda com o engenheiro. A médica informou que o projeto-piloto de Pighinelli está sendo testado no hospital Santa Rita. Os resultados do estudo, que está sendo acompanhado por uma comissão de ética, devem ser conhecidos até o final do ano. “A perspectiva de um custo menor pelo equipamento deve ajudar a estender um tratamento com segurança a um público que não tem condições de pagar”, afirmou.
Em média, o hospital do Complexo da Santa Casa realiza diariamente cerca de cem aplicações de radioterapia em pacientes com câncer de mama. “Cada sessão demora em torno de cinco minutos. Por isso é necessário que o doente esteja bem imobilizado para evitar algum tipo de lesão fora da área a ser tratada”, informou Rosemarie.
O engenheiro aguarda os resultados dos testes para buscar parcerias na indústria. A intenção é fabricar o imobilizador em larga escala. Segundo ele, o setor de saúde sofre com a falta de equipamentos que possam baratear outros tipos de tratamento. 

NASA: Marte seria muito ’salgado’ para abrigar vida

Reprodução Internet

 

Informações recolhidas pela sonda americana Opportunity em Marte sugerem que o planeta teria sido salgado demais para abrigar qualquer tipo de vida.

Um especialista da NASA – agência espacial americana- afirmou que a concentração de minerais na água presente no início da existência do planeta teria transformado Marte em um lugar inabitável até para os micróbios mais resistentes.

A sonda passou vários meses examinando rochas em uma planície antiga do planeta e recolheu informações de rochas que teriam tido contato com as águas em Marte. Os dados recolhidos pela Opportunity sugerem que o ambiente seria ácido e salgado.

Segundo Andrew Knoll, da equipe de cientistas responsáveis pela sonda e biologista na Universidade de Harvard, nos Estados Unidos, a descoberta “reduz as chances sobre a possibilidade de vida no planeta”.

“(O ambiente) era salgado demais. Na verdade, era tão salgado que, nas melhores condições, apenas alguns organismos terrestres teriam uma chance mínima de sobrevivência”, disse Knoll durante um encontro da Associação Americana para o Avanço da Ciência (AAAS, na sigla em inglês).

Próximas missões

As sondas americanas em Marte – Opportunity e Spirit- completaram 1,4 mil dias na superfície do planeta vermelho.

Após o retorno destas, a NASA planeja enviar a sonda Phoenix para Marte, no dia 25 de maio.

A missão da Phoenix deve aterrissar no pólo norte do planeta e o objetivo será escavar abaixo superfície congelada em busca de micróbios antigos ou recentes.

A nova geração de sondas, um jipe-robô conhecido como Laboratório de Ciências de Marte (MSL, na sigla em inglês) está programado para deixar a Terra em 2009 e chegar no planeta vermelho em 2010.

O MSL é duas vezes mais longo e três vezes mais pesado que as sondas Spirit e Opportunity e sua missão será recolher solo e amostras das pedras do planeta para analisar a presença de compostos orgânicos.

Premiação de “Tropa de Elite” é destaque na imprensa internacional

             Divulgação

 

A premiação de Tropa de Elite, do cineasta José Padilha, com o Urso de Ouro em Berlim, foi destaque na imprensa internacional nesta segunda-feira. Na Espanha, o El País publicou uma entrevista com Padilha, feita antes da premiação, na qual o diretor afirma que “nem a esquerda nem a direita podem resolver tanta corrupção no Brasil.”

Segundo o jornal, o sábado foi um grande dia para Padilha, afirmando que ele “se consagrou em Berlim como um dos jovens talentos latino-americanos de mais futuro, depois de ganhar o Urso de Ouro do festival (de Berlim) por seu magnífico e contundente filme Tropa de Elite”.

O El País afirma que “este jogador curtido no cinema documental com trabalhos como Ônibus 174 quer conquistar e alarmar a Europa depois de ter se convertido em um fenômeno no Brasil de forma muito pouco ortodoxa: o fato de que quase 11 milhões de brasileiros viram o filme em cópias ilegais, antes que ele estreasse no cinema, não impediu que ele arrasasse nas salas depois”.

Em Portugal, o Correio da Manhã inicia a matéria com uma declaração de Padilha: “O Brasil tem uma das polícias mais corruptas e violentas do mundo. Enquanto que nos Estados Unidos, que têm 350 milhões de habitantes, morrem por ano 200 pessoas às mãos da polícia, só no Rio de Janeiro, que tem apenas dez milhões, perdem a vida anualmente 1.200 pessoas”.

“É uma estatística tenebrosa, mas que ajuda a compreender as sementes de ultra violência por detrás de Tropa de Elite”, afirma o Correio da Manhã, que ainda ressalta que Padilha teve que negociar tanto com a polícia como com traficantes, para realizar as filmagens.

Na Grã-Bretanha, o Financial Times destaca que “filmes de guerra venceram a batalha pelos principais prêmios em Berlim”. Segundo a reportagem, “o Urso de Ouro e o Prêmio Especial do Júri foram entregues a filmes sobre diferentes tipos de guerra”.

“O brasileiro Tropa de Elite, de José Padilha, nomeado melhor filme, é um violento e realista épico sobre a violência da polícia no Rio de Janeiro”, afirma o FT. O outro filme a receber um dos principais prêmios foi um documentário americano sobre as atrocidades cometidas na prisão de Abu Ghraib, no Iraque.

“Os filmes de Padilha e (Errol) Morris são exemplos contrastantes de um novo tipo de cinema, ou talvez, de um velho tipo renovado para o novo milênio.” Segundo o jornal, as duas produções são extremamente contemporâneas, onde o único intervalo de tempo é entre a idéia de se fazer o filme e a última edição, referindo-se a Abu Ghraib, que ficou conhecida em 2004, e afirmando que Padilha teve a primeira idéia para Tropa de Elite há cinco anos.

O FT, bem como outros jornais, comentou também a surpresa com a nomeação, já que o filme apontado como favorito pelos críticos era Sangue Negro, de Paul Thomas Anderson. “Nenhum dos filmes é livre de defeitos, alguns, flagrantes. Igualmente, a nenhum falta inteligência ou indignação contagiosa, qualidades que teriam agradado (o famoso cineasta grego, diretor de Estado de Sítio e Z) Costa-Gavras”, afirma o jornal. 
 

Que tal fazer um check-up?

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Medir a pressão arterial, as taxas de colesterol, os níveis de glicemia e os triglicérides contribui para o bem-estar, mas desde que o exame seja acompanhado por um especialista
 
O início do ano é a melhor época para começar a colocar em prática todas as promessas feitas na virada. E, se uma delas inclui a saúde, o momento é ideal para ver como andam as taxas de colesterol, triglicérides e glicemia. Aproveite para medir a pressão, para fazer a mamografia que já deveria ter sido marcada há tempos e para dar uma conferida na condição cardiovascular. É hora do check-up.

Para quem nunca fez um exame desse e já passou dos 40 anos, é extremamente importante realizar o inventário minucioso de como a máquina está funcionando. Depois dessa idade, o ideal é que, tanto homens quanto mulheres, se submetam a consultas e a baterias de exames pelo menos uma vez por ano.

A vigilância permanente é essencial, especialmente se a pessoa tem histórico de doenças familiares.

Atualmente, os recursos disponíveis para identificar a presença ou a possibilidade de um indivíduo desenvolver algumas doenças são tantos que existem clínicas nos Estados Unidos que incluem no check-up até o rastreamento genético para pessoas comuns. Com o seqüenciamento do DNA, os clientes podem ter pistas sobre uma série de males. A moda não deve demorar a chegar por aqui, como acreditam alguns especialistas.

Mas não se iluda: nenhum exame substitui a boa e velha consulta com seu médico de confiança. É basicamente na conversa que ele pode descobrir se você convive com fatores de risco, genéticos ou ambientais, e propor ações preventivas, incluindo mudanças de hábitos de vida, uso ou não de medicamentos e um acompanhamento médico mais sistemático, caso haja necessidade.

É por isso que o objetivo do check-up, segundo o cardiologista Marcus Vinícius Bolívar Malachias, se cumpre melhor quando médico e paciente estão antenados para a prevenção. “A medicina é muito mais poderosa quando segue essa linha. Cuidar da saúde é, basicamente, evitar o surgimento de doenças”, considera.

Então, além de se preocupar com a realização de exames para ver se está tudo ok, pense no início do ano também como uma oportunidade para mudar de vida. Com os exames na mão, quem sabe você começa fevereiro colocando em prática aquele projeto de caminhar ou de freqüentar a academia, de investir em hábitos alimentares mais saudáveis e de arranjar um tempo para viver mais para si, cuidando efetivamente da saúde e do bem-estar.

Vanessa Jacinto

Japoneses criam curso para ensinar maridos a dizer ‘eu te amo’

 

Uma associação criada por japoneses ensina os maridos a dizer “eu te amo” para suas esposas, além de estabelecer regras para demonstrar a devoção às parceiras em público e em casa. A Nihon Aisaika Kyokai (Associação dos Maridos Devotados do Japão) foi formada em 2004 e conta como membros 150 homens de meia-idade.

O órgão promove eventos em que os maridos expressam sua devoção em público, num movimento que a entidade define como capaz de “colaborar para a paz mundial”, além de ajudar a “conservar o meio ambiente”.

Eventos deste tipo vêm sendo realizados há três anos no Parque Hibiya, um dos maiores de Tóquio, e numa plantação de repolhos da localidade de Tsumagoi, distante quase 150 quilômetros da capital japonesa, onde se situa a sede da entidade. “Na época dos samurais, o homem que mais tinha sucesso com as mulheres era o que não dizia Eu tem amo”, conta o fundador da associação, Kiyotaka Yamana. “O japonês acha que há mais valor em não dizer Eu te amo do que em expressar este sentimento. Só que, na prática, isso não funciona.

Regras

Uma das principais iniciativas da associação é chamada slow life (vida lenta, em tradução livre), que estabelece cinco regras que o marido pode facilmente seguir em casa.

Contentar a esposa assumindo para si pelo menos uma das tarefas de casa, expressar gratidão, ouvir as novidades que a esposa tem para contar em seu dia-a-dia, livrar-se do sentimento de vaidade masculina e de excessiva preocupação com as aparências e olhar diretamente nos olhos da esposa ao falar com ela são as regras estabelecidas pela Nihon.

Além disso, o grupo designou a data de 31 de janeiro como o “Dia da Esposa Amada”, quando o marido deve “mostrar na prática seu amor voltando para casa às 8 horas da noite, jantando com a família e dizendo à mulher o quanto ele gosta dela por tudo que ela faz para ele próprio e para a família”.

O fundador, Kiyotaka Yamana, de 46 anos, que fez carreira no setor de publicidade e hoje trabalha com promoções de eventos, conta que era “viciado em trabalho” e dava pouca atenção à vida familiar.

Yamana lembra que um dia sua esposa o confrontou, dizendo que ele não se importava com ela e que os dois nunca conversavam. Pouco depois o casal se divorciou e encerrou um matrimônio de oito anos. Há quatro anos, o ex-publicitário se casou novamente, determinado a mudar de atitude. Ele declarou à BBC Brasil que o homem japonês normalmente não diz “Eu te amo” para a mulher na esperança de que, mesmo sem ouvir estas palavras, a esposa venha a perceber o que ele sente.

Segundo o criador do movimento, a cultura japonesa atual não oferece mais os elementos favoráveis à silenciosa atitude tradicional e, nas grandes cidades, o tempo que o marido pode ficar em casa é muito curto. “Antigamente a família fazia as refeições reunida e havia mais diálogo. Hoje, com cada vez menos tempo, o uso de palavras é mais necessário. Muitos maridos não querem voltar para casa e terminam o dia no bar, bebendo e conversando com os colegas. Em alguns casos nem as esposas desejam seu retorno”, explica Yamana. “É que o homem japonês precisa estar ligado a uma organização, mas muitos não gostam nem da empresa nem do ambiente no lar. Então acabam se refugiando com um grupo de colegas no bar”, conta.

Divórcio

Dados do Ministério da Saúde do Japão mostram que o índice de divórcios no país aumentou 26,5% em 10 anos.

O número de divórcios entre pessoas casadas por 20 anos ou mais chegou a 42 mil em 2004, o dobro do registrado em 1985. Já o número de divórcios entre pessoas casadas por mais de 30 anos quadruplicou no mesmo período. Com a chegada da idade de aposentadoria da geração dos baby boomers, um número recorde de japoneses está se aposentando agora no Japão.

Igreja Universal move ações contra jornais e repórter.

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RIO – A Igreja Universal do Reino de Deus tenta intimidar jornalistas através de ações orquestradas na Justiça. Fiéis e pastores da seita ajuizaram cerca de 50 ações de danos morais contra a “Folha de S.Paulo” e a jornalista Elvira Lobato, após publicação de reportagens, em 15 de dezembro passado, sobre o império de comunicação montado pelos “bispos” que controlam a Universal. Também contra o “Extra” e seu diretor de Redação, Bruno Thys, cinco pastores da seita, de diferentes cidades do Estado do Rio, entraram com ações pedindo indenização por danos morais. Todos alegam se sentir ofendidos com a reportagem sobre um fiel da Universal que danificou uma imagem de São Benedito, na Bahia.

Nos processos contra a “Folha” e Elvira, pedindo indenizações de R$ 1 mil a R$ 10 mil, os pastores e fiéis alegam que sofreram prejuízos morais com a reportagem. Como as ações foram propostas em lugares distantes – todos a mais de 200 quilômetros da capital – e apresentam até trechos iguais, Elvira desconfia de uma tentativa orquestrada de intimidação.Segundo a reportagem de Elvira Lobato – “Universal chega aos 30 anos com império empresarial” – publicada em 15 de dezembro, a seita tem 23 emissoras de TV e 40 de rádio, além de outras 19 empresas registradas em nome de 32 integrantes da IURD. Entre elas, há dois jornais diários, duas gráficas, quatro empresas de participações, uma agência de turismo, uma imobiliária, uma empresa de seguro de saúde e uma de táxi aéreo, a Alliance Jet. A reportagem da “Folha de S.Paulo” diz ainda que as empresas estão registradas em nome de “bispos” ligados a Edir Macedo, fundador da seita, e muitas funcionam em endereços da Universal. Alguns “bispos” deixaram as empresas após desentendimentos com a seita ou por terem sido denunciados em escândalos. Segundo a “Folha”, a Universal é a maior proprietária de concessões de TV do país: são 23 emissoras de TV e 40 emissoras de rádio registradas em nome de pastores. A seita arrenda 36 rádios, que integram a Rede Aleluia. Segundo pesquisa feita pelo jornal, Macedo é dono de 99% das ações da TV Capital, geradora da Rede Record em Brasília; de 50% da TV Sociedade, de Belo Horizonte; de 48% da TV Record do Rio; e de 30% da Record de São José do Rio Preto (SP). O valor atual estimado da Rede Record é de R$ 2 bilhões.

A série de ações judiciais de pastores e fiéis da Universal contra a “Folha de S.Paulo” e a repórter Elvira Lobato – por causa de uma reportagem publicada em 15 de dezembro que mostrava o crescimento empresarial da seita – foi classificada por entidades e especialistas como tentativa de intimidação contra o jornal e a jornalista. Para Alberto Dines, do Observatório da Imprensa, as ações representam uma violência contra a liberdade de expressão e são uma tentativa de censura prévia:

- A Elvira Lobato cobre essa área de comunicação e telecomunicação há dez anos. Ela não faria nada que não fosse bem feito. Ela contou aquilo que todo mundo sabe, e não escreveu nada errado. O que estão fazendo com ela é uma violência, não é só uma censura, é intimidação. A intimidação também é crime, e é pior que censura. O que importa é condenar o fato de as pessoas da igreja serem acionadas, numa ação orquestrada. Ainda bem que esse tipo de processo já está sendo desqualificado pela Justiça – afirmou Dines.

Fonte: Globo Online