Misto-quente no aeroporto de Confins custa R$ 5

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Lanche feito no aeroporto custa até três vezes mais do que o cobrado em lanchonetes de BH
Geórgea Choucair – Estado de Minas
 
Os preços cobrados pelo lanche no aeroporto de Confins chegam a custar até 55% a mais do que em cafeterias de shopping centers. Em relação às lanchonetes do Centro de Belo Horizonte, o cobrado em Confins custa até três vezes mais. É o caso, por exemplo, do copo de suco de laranja natural de 300ml. No aeroporto, o preço médio é de R$ 4,50. Nos shoppings, sai por cerca de R$ 2,90 e, nas lanchonetes de rua da capital, por R$ 1,50, em média.

A disparidade de valores levou a Comissão de Defesa do Consumidor e do Contribuinte da Assembléia Legislativa de Minas Gerais (Almg) a iniciar uma pesquisa de preços nas lanchonetes do aeroporto. “Estamos recebendo denúncias de abusos e constatamos hoje (quinta-feira) que são procedentes. O consumidor não pode ser prejudicado pela falta de concorrência no aeroporto”, afirma Délio Malheiros, presidente da Comissão, que fez ontem visita à Confins para conferir alguns preços praticados nas lanchonetes.

O Procon vai fazer, a partir desta semana, um levantamento comparando os preços do café e do pão de queijo comercializados nas lanchonetes de Belo Horizonte, nos shoppings e em outros aeroportos do país. A Infraero se responsabilizou pela realização de pesquisa de satisfação entre os clientes que freqüentam as lanchonetes do aeroporto. Uma delas se comprometeu a vender também a partir de agora o café coado, que tem preço inferior, para avaliar a demanda do consumidor.

O superintedente da Infraero, Adair Moreira Junior, afirmou que a estatal não interfere na definição dos valores dos produtos comercializados nas lojas do aeroporto. Ele explicou que a instalação de empresa no local depende de licitação. Ou seja, ganha a concorrência quem oferece maior valor pela área.

No caso do misto-quente, o preço do aeroporto (R$ 5) é o dobro da média cobrada nas lanchonetes dos shoppings (R$ 2,50) e o triplo dos estabelecimentos de rua (R$ 1,60). A garrafa de água mineral de 300ml também custa o dobro em Confins (R$ 3) em relação aos shoppings e o triplo em relação às lanchonetes de rua (R$ 1).

A transferência de vôos da Pampulha para Confins levou o aeroporto a se tornar palco de disputa de grandes redes nacionais de diversos segmentos. O crescimento do volume de passageiros em Confins justifica o interesse dos empresários: no ano passado, o total de pessoas transportadas no aeroporto totalizou 4,34 milhões, contra 3,72 milhões em 2006, segundo a Infraero.

A transferência de 130 vôos da Pampulha para Confins, em 2005, foi fundamental para aquecer o movimento no aeroporto e o interesse de empresários. O Grupo Soluções em Alimentação (GRSA), focado em terminais rodoviários, aeroportos e estações de metrô, abriu em dezembro do ano passado duas franquias e uma marca própria no aeroporto: o Bob’s, Spoleto e o Caffè Ritazza. No primeiro mês de atuação, as lojas faturaram R$ 350 mil, 15% acima da expectativa inicial da empresa. Os preços dos produtos, segundo a rede, estão dentro da faixa permitida pelo franqueador, que oferece planos A, B e C.

O movimento de passageiros em Confins também foi beneficiado com a inauguração do centro de manutenção da Gol, ao lado do aeroporto. O novo vôo direto de Belo Horizonte a Lisboa (Portugal), pela TAP, é outra alavanca para aumentar o número de passageiros nos corredores de Confins. Nos primeiros dias do vôo, as aeronaves da TAP, com capacidade para 259 passageiros, saíram e chegaram praticamente lotadas.

Uma resposta

  1. Fui assaltado hoje no Aeroporto de Confins, em Belo Horizonte.
    Na frente de todos e, para surpresa, o assalto ocorre todos os dias sem que qualquer autoridade tome conhecimento. Nas barbas da Infraero.
    Na sala de embarque do aeroporto – a única por sinal – existe apenas uma lanchonete.
    Funcionários descontentes (hoje eles discutiam que não assinariam um documento que o chefe lhes impunha assumindo a responsabilidade por eventuais quebras da máquina de café), desatenciosos e completamente desmotivados.
    Pasmem: um misto quente custa nessa ilha de competência a bagatela de 5 dólares, ou 3 libras ou exatamente R$ 11,50. Nem a Harrods em Londres cobra tanto.
    A Infraero, imagino, é a responsável pela locação e licitação dos espaços não fiscaliza isso ? Não parece estranho que uma única lanchonete, sem concorrência, possa cobrar o que quer ?
    Dá vergonha.

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