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| FolhaNews |
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O velho rock perdeu o reinado entre os universitários, que buscam músicas em vários gêneros para dançar e se divertir
Márcia Maria Cruz
D+
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Maria Tereza Correia/EM |
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“Não gosto de rock pesado. Prefiro sertanejo da nova geração” – Ludmila Chaves, estudante de nutrição |
Houve um tempo em que rock’n roll era sinônimo de juventude. O ritmo ainda continua sendo associado à rebeldia e à liberdade. No entanto, não reina mais absoluto entre a galera. Quem acha que o legal é samba, pagode, reggae, forró e sertanejo está mais ou menos certo. Os que estão na faixa dos 15 aos 25 anos, curte uma mistura de ritmos. Não há limites para as combinações: rock em ritmo de reggae, pop rock, axé e até arrocha transformado em pagode.
As festas em ambientes universitários são um verdadeiro termômetro para medir o que faz sucesso entre os jovens. Muitos grupos, como a banda de forró Falamansa e a dupla sertaneja César Menotti & Fabiano, antes de se tornarem populares, animaram muitas festas para os estudantes.
A universidade é, inclusive, o cenário ideal para o surgimento de bandas. É o caso do US Cara Samba e do Raiz Reggae’n Roll. O primeiro surgiu com o estudante de educação física Fábio Árabe, de 21 anos, que, atento a esse espaço no mercado, transformou a paixão pelo samba em carreira artística. Depois de partidas de futebol, ele e uma turma de seis amigos faziam um pagode para descontrair. “O pessoal gostou e começou a nos chamar para tocar em festas”, afirma.
A banda cresceu e absorveu outros cinco músicos profissionais e, agora, faz shows de quinta a domingo. Eles não têm dúvida de que estar na universidade ajuda na propaganda boca-a-boca. “Fazemos adaptações para o pagode de músicas que o pessoal gosta e canta”, diz Fábio. Embora a base do grupo seja o pagode, os integrantes estão sempre atentos ao que o público quer ouvir. “O segredo é tocar música alto astral.” Entre os amigos, estão os estudantes de educação física Luís Gustavo e Gabriel Árabe, e os recém-formados Paulo Henrique e Paulo Eduardo, ambos de 24.
De tempos em tempos, um ritmo entra na moda, mas sempre há lugar para todos na preferência dos universitários. O estudante de engenharia de energia da PUC Minas, Bruno Hernesto Vinhas Correa, é um amante do reggae. De tanto gostar do ritmo jamaicano, resolveu criar a Reggae’n Roll. “Consegui conciliar as duas coisas: cantar e ouvir”, comemora. As letras, porém, nem sempre seguem a linha proposta por Bob Marley. As músicas do Skank e do Jota Quest, por exemplo, ganham uma versão reggae. “O pessoal tem gostado muito. Estamos tendo uma resposta muito boa”, garante.
No último sábado, a banda animou a calourada do Ibmec no bairro Caiçara, região Nordeste de Belo Horizonte. Gente jovem, descontração e muita música. Para curtir uma tarde de sábado, nada melhor que um pagode. De bermudas e roupas leves, o pessoal cai no samba, não importa se de raiz ou de uma nova experimentação.
MIX
Uma característica comum entre a maioria dos jovens é o gosto eclético. É o caso da estudante de nutrição Ludmila Chaves, de 20. Ela gosta de pagode, axé, forró, pop rock, sertanejo. Nesse mix, não entra o tradicional rock’ roll. “Não gosto de rock pesado”, afirma. Também não gosta muito de bandas e duplas antigas de sertanejo. A preferência é pela nova geração: Vitor & Léo, César Menotti & Fabiano, Bruno & Marrone e Edson & Hudson.
Se antes, gostar de uma banda significava colecionar os seus discos, esse hobby foi modernizado. “Não me lembro a última vez que comprei um CD”, confessa Ludmila. As músicas são baixadas pela internet e alimentam MP4 e Ipod que são levados sempre na mochila. As músicas prediletas estão sempre à mão, e com licença ao trocadilho, aos ouvidos. Não há muitas regras, mas o que a galera busca são músicas animadas, boas para dançar e curtir. Elas podem ser encontradas em um show sertanejo, em um baile funk ou numa rave. Nada melhor, também, do que ouvir a música preferida em diferentes ritmos.
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| AFP |
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Com preços em constante queda, comprar uma TV de alta definição virou um dilema. Entre tantos modelos que chegam diariamente às lojas, qual é a melhor opção: LCD ou plasma?
| Silas Scalione – Estado de Minas |
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| Geórgea Choucair – Estado de Minas |
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